Seja bem-vindo(a) ao meu lar.


Mútuo
20/10/2009, 1:53
Filed under: Geral

O meu eu newtoniano riu de mim
Em um consolado momento de litígio
O meu eu aristotélico riu comigo
E contudo eu morri rindo
Largado assistindo ao meu devaneio
Apreciei mil lugares ao mesmo tempo
Encarnei dois corpos em um mesmo instante
E no mesmo lugar me tornei todos
Então tudo que todos carregavam a vida toda
Tornou-se nada para poupar poucos
Da real e errônea repulsa da falta de tudo
Tanto faz se é erro enraizado ou auxiliado
Os ingressos não foram aceitos com gratidão
Devido a essas taxas cambiais humanizadas
Com a necessidade enfatizada de não se doar
Largado assistindo ao meu devaneio
Não houve uma alma que aceitasse
O convite de compartilhar comigo esse meu eu
Essa vontade afanosa de entender tudo e todos
Tanta metade impossibilitada
de formar um seguimento completo
É um composto de metades que não se ligam
Não se beijam e não sabem se tocar
Sem a maldita cobrança de atos pré-estabelecidos
Por sexo que seja errar com sabedoria
Pôr cerveja, pôr vodka, pôr whisky, pôr tequila
Por esse nosso medíocre tempo de vida
Por deus e
ou por nós

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Teatro de Tintas
17/10/2009, 21:41
Filed under: Geral

Eu queria poder tocar
Todos os detalhes que vejo no céu
Corpos celestes
Estrelas que brilham como nós
Ouço o som que é canto
Do vento que é brisa
Esse mar é tão lindo
É fruto da arte divina como nós
É tão lindo
Acordo de um sonho sorrindo
Você sempre está lá
Com improvisos precavidos
A gente se faz ao vivo
Com improvisos precavidos
A gente se faz

Nascemos uma folha em branco nunca usada
Riscamos, rabiscamos o que não nos vale nada
Colorimos dando eternidade a momentos bons
Nos sujamos de tinta
Não lavamos as mãos
É tão certo
Não acredito em destino
A vida se faz ao vivo
Com improvisos precavidos
A vida se faz



Eles
11/10/2009, 0:41
Filed under: Letras

Desagrado os meus olhos quando a enxergo melhor
pois outro olhar invade e ocupa os meus olhos
Ela se acha feliz mas não se sente
apóia sua vontade em desejos de tanta gente
Contrários e alheios mas de quem a ama
Contra seus secretos anseios
Repele do peito uma vontade, um drama
Querem seu bem
Um bem não bem acompanhado
Mas sua vontade retém

Contradiz continuamente dizeres de 12 horas de idade
e assim no final de cada dia retoma a sua real necessidade
Ele se acha um vencedor por arrancá-la
dos braços de um sincero lutador
A vitória cessa e seca
se não houver contínua luta
Ele se esquece dos detalhes
e paga por não ter consciência alguma
São desejos contrários e alheios
mas de quem a ama
Secretos anseios

Ela,uma tola
Ele,o seu caso perdido