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A chuva
29/11/2009, 22:53
Filed under: Geral

Quando a primeira gota tocou meu braço me senti vivo
A chuva caiu sobre meus ombros e me senti pequeno
E me encolhia cada vez mais
As gotas eram como flechadas envenenadas com frio
Embaçavam e abrilhantavam todas as superfícies
Não havia abrigo melhor do que eu não tinha
No momento eu precisava antes de tudo
Sentia que nada mais poderia secar e murchar
Nem eu e nem qualquer forma
Não avistava pessoas, nem os cães de rua
Só havia carros que passavam por mim deslizando
Com seus faróis inseguros e motoristas acesos
Uma única janela não perdia o foco
Estou trancado do lado de fora
e abrigo uma pessoa dentro de mim

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Boa Tarde
02/11/2009, 19:41
Filed under: Geral

No momento que percebi estar atuando em um empolgante dia o tempo mostrou não estar tão contente como no dia anterior. Havia ameaça de chuva e o sol estava tão tímido que parecia querer brincar de se esconder. Que brincadeira mais sem graça!
Pela primeira vez, com exageros à parte, cumpri com o trato do tempo e fui enrolado durante 8 minutos. Ela estava atrasada como de costume e eu adiantado para variar o meu atraso costumeiro. Acredito que as fotos possuem a capacidade de escolher os nossos piores ou melhores instantes, sem meio termo. Desta maneira é comum a dúvida da realidade ser fielmente igual ao que a fotos congelam. Eu só a enxergava nos seus melhores momentos e isso foi suficiente para o sol começar a raiar sobre a minha cabeça. Ela estava linda como Deus ordenou em seu nascimento e arrumada como eu havia pedido em uma ligação de uma semana. Ruiva, brincos e uma pena vermelha, pulseiras, um perfume doce, uma saia com estampas que despertam minha criatividade. Ela sabe como se arrumar para mim ou para qualquer um que aguce o seu interesse porque ela simplesmente sabe como ser desejada. Usa toda sua criatividade com as cores de forma tentadora e plausível.
Uma tarde inteira tomada por uma conversa interminável. Esperávamos o pôr-do-sol que finalmente aconteceu quando as nuvens escuras resolveram tomar o céu. Não sou um príncipe encantado que oferece encontros perfeitos e os acasos não são muito amigáveis comigo. Contudo aquela tarde estava sendo agradável de uma forma que eu necessitava há bastante tempo. Se um beijo não acontecesse poderia ser classificado até como normalidade porque durante horas parecíamos amigos quase irmãos. Um beijo aconteceu.
Foi o pior beijo que já recebi/dei. Poderia jurar que essa teoria de beijos que não se encaixam é pura lorota. Queria acreditar que era mentira mas o meu querer foi pouco comparado com a verdade que estava ali, tocável. Vale aqui um termo chulo: Que merda!
Nos olhávamos com vergonha e com poucos movimentos. Nos tocávamos sem jeito e com pouca segurança. Se outro beijo não acontecesse poderia ser classificado até como normalidade porque durante mais uma hora parecíamos amigos quase irmãos novamente. Outro beijo aconteceu. Foi o suficiente para querer mais e ainda com mais vontade de querer mais do que havia sido desejado, mais e mais e mais…