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Tão quão é
12/01/2012, 2:01
Filed under: Geral, Letras

você é tão doce que faz ser doce pensar no quão doce você é
tão doce que faz ser doce pensar
no quão doce você é tão doce que faz ser doce
pensar no quão doce você é…

você é tão quente que faz ser quente pensar no quão quente você é
tão quente que faz ser quente pensar
no quão quente você é tão quente que faz ser quente
pensar no quão quente você é…

você é tão paz que faz ser paz pensar no quão paz você é
tão paz que faz ser paz pensar
no quão paz você é tão paz que faz ser paz
pensar no quão paz você é…

você é tão amor que faz ser amor pensar no quão amor você é
tão amor que faz ser amor pensar
no quão amor você é tão amor que faz ser amor
pensar no quão amor você é…



Ano novo
02/01/2012, 9:52
Filed under: Geral

Então hoje, dia 2, enfim começa o ano. Como a maiorias das promessas, numa segunda-feira. Dieta, academia, estudo, trabalho ou qualquer atividade que você repugna e almeja, mas não começaria no meio da semana programada. E como um presente mal embrulhado o dia começa cinzento, molhado, cedo e ao mesmo tempo atrasado. A promessa que estou trazendo para essa segunda é a mesma que carregarei para todos os dias desse ano. Não programar promessas. Farei o quero a partir do que posso, no primeiro segundo possível, de maneira zelosa comigo e com o universo que surge ao meu redor.

Para mim e para todos, como a minha extensão, eu desejo. Falemos a verdade de maneira sensível e respeitosa. E que mintamos dessa mesma forma. Desejo que amemos nós mesmos como somos capazes de amar o outro. Tenhamos a certeza de que a maior quantidade dos nossos machucados são feitos por nós, sozinhos, e só nós mesmos temos o composto fundamental para colar nossas partes. Desejo todas as boas máximas. “Sexo… e rock’n’roll”, “paz e amor”, etc. E desejo, sobretudo que avistemos o limite e não ousemos atravessar. Não só estejamos mas sejamos ainda mais felizes nesse ano.



Ainda por fazer
10/03/2010, 12:44
Filed under: Geral, Letras

Dessa vez por tanto
ter caminhado apenas fingirei
não me lembrar
dos passados caminhos
Contudo digo-te,
minha possível possibilidade
Os caminhos são os mesmos
É a nossa caminhada que muda
A velocidade dos passos
A gravidade dos tombos
e a sutileza dos retornos.

Por mais uma vez por tantos
outros caminhos cruzados
Levar-te-ei com cautela
destoando sorrisos de tua boca
Com a graça de aprender
tuas regras, belas e discretas
Deixe essa manha que é medo de lado
Deixe esse barco já quase alagado
Deixe esse orgulho
Deixe-se num mergulho
comigo.



Questão de tempo
04/01/2010, 2:23
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O tempo bate e cura sem fazer muito ruído
O tempo nasce e morre enquanto nos tornamos vívidos
O tempo é um e vários que completam um mesmo ciclo
O tempo concede e leva o nosso melhor sorriso
O tempo, esse vilão amigável

Transcende sobre nós, molda a nossa voz
Não suporta falso comportamento e revela o momento correto do erro
Com oportunidades jogadas faz de nós as nossas escolhas
Entendimento de tempo verbal é fundamental
Posto que tudo nunca será como antes um dia foi
O momento não repete a sua unicidade
A dor da frase não dita pode ser eternidade
Podemos nos deixar ser marcados
Ou participar ativamente da nossa verdade
Não escolher já é uma escolha
A melhor transa pode ser agora
O amor pode ser guardado para depois
Mas a reciprocidade não
Benção, simples assim
Perdão, difícil assim?
Razão, complexo que completa a discussão
Sobre o que é certo o tempo diz

O tempo molda todo mundo
Quando tudo envolta muda o tempo
Molda todo mundo quando tudo envolta muda
O tempo molda todo mundo quando tudo envolta muda o tempo
Molda todo mundo quando tudo envolta muda
O tempo molda todo mundo



A chuva
29/11/2009, 22:53
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Quando a primeira gota tocou meu braço me senti vivo
A chuva caiu sobre meus ombros e me senti pequeno
E me encolhia cada vez mais
As gotas eram como flechadas envenenadas com frio
Embaçavam e abrilhantavam todas as superfícies
Não havia abrigo melhor do que eu não tinha
No momento eu precisava antes de tudo
Sentia que nada mais poderia secar e murchar
Nem eu e nem qualquer forma
Não avistava pessoas, nem os cães de rua
Só havia carros que passavam por mim deslizando
Com seus faróis inseguros e motoristas acesos
Uma única janela não perdia o foco
Estou trancado do lado de fora
e abrigo uma pessoa dentro de mim



Boa Tarde
02/11/2009, 19:41
Filed under: Geral

No momento que percebi estar atuando em um empolgante dia o tempo mostrou não estar tão contente como no dia anterior. Havia ameaça de chuva e o sol estava tão tímido que parecia querer brincar de se esconder. Que brincadeira mais sem graça!
Pela primeira vez, com exageros à parte, cumpri com o trato do tempo e fui enrolado durante 8 minutos. Ela estava atrasada como de costume e eu adiantado para variar o meu atraso costumeiro. Acredito que as fotos possuem a capacidade de escolher os nossos piores ou melhores instantes, sem meio termo. Desta maneira é comum a dúvida da realidade ser fielmente igual ao que a fotos congelam. Eu só a enxergava nos seus melhores momentos e isso foi suficiente para o sol começar a raiar sobre a minha cabeça. Ela estava linda como Deus ordenou em seu nascimento e arrumada como eu havia pedido em uma ligação de uma semana. Ruiva, brincos e uma pena vermelha, pulseiras, um perfume doce, uma saia com estampas que despertam minha criatividade. Ela sabe como se arrumar para mim ou para qualquer um que aguce o seu interesse porque ela simplesmente sabe como ser desejada. Usa toda sua criatividade com as cores de forma tentadora e plausível.
Uma tarde inteira tomada por uma conversa interminável. Esperávamos o pôr-do-sol que finalmente aconteceu quando as nuvens escuras resolveram tomar o céu. Não sou um príncipe encantado que oferece encontros perfeitos e os acasos não são muito amigáveis comigo. Contudo aquela tarde estava sendo agradável de uma forma que eu necessitava há bastante tempo. Se um beijo não acontecesse poderia ser classificado até como normalidade porque durante horas parecíamos amigos quase irmãos. Um beijo aconteceu.
Foi o pior beijo que já recebi/dei. Poderia jurar que essa teoria de beijos que não se encaixam é pura lorota. Queria acreditar que era mentira mas o meu querer foi pouco comparado com a verdade que estava ali, tocável. Vale aqui um termo chulo: Que merda!
Nos olhávamos com vergonha e com poucos movimentos. Nos tocávamos sem jeito e com pouca segurança. Se outro beijo não acontecesse poderia ser classificado até como normalidade porque durante mais uma hora parecíamos amigos quase irmãos novamente. Outro beijo aconteceu. Foi o suficiente para querer mais e ainda com mais vontade de querer mais do que havia sido desejado, mais e mais e mais…



Mútuo
20/10/2009, 1:53
Filed under: Geral

O meu eu newtoniano riu de mim
Em um consolado momento de litígio
O meu eu aristotélico riu comigo
E contudo eu morri rindo
Largado assistindo ao meu devaneio
Apreciei mil lugares ao mesmo tempo
Encarnei dois corpos em um mesmo instante
E no mesmo lugar me tornei todos
Então tudo que todos carregavam a vida toda
Tornou-se nada para poupar poucos
Da real e errônea repulsa da falta de tudo
Tanto faz se é erro enraizado ou auxiliado
Os ingressos não foram aceitos com gratidão
Devido a essas taxas cambiais humanizadas
Com a necessidade enfatizada de não se doar
Largado assistindo ao meu devaneio
Não houve uma alma que aceitasse
O convite de compartilhar comigo esse meu eu
Essa vontade afanosa de entender tudo e todos
Tanta metade impossibilitada
de formar um seguimento completo
É um composto de metades que não se ligam
Não se beijam e não sabem se tocar
Sem a maldita cobrança de atos pré-estabelecidos
Por sexo que seja errar com sabedoria
Pôr cerveja, pôr vodka, pôr whisky, pôr tequila
Por esse nosso medíocre tempo de vida
Por deus e
ou por nós