Seja bem-vindo(a) ao meu lar.


Eu minto
30/03/2012, 14:10
Filed under: Letras

O que nos torna tão reais é o que nos faz desiguais
Sem pensar, somos quais?
A gente tanto se mistura que um só corte fere os dois
Sem pensar, somos um
Estou pronto para não tentar mais
Só acredito nisso quando digo
Estou pensando em não dizer mais nada disso
Eu quero só ficar só mas não me acostumo comigo
A minha presença me incomoda, eu minto

Cada vez mais desacredito em todas as formas tolas de apego
E isso mina a minha graça e o meu sossego
Sou esse só quando ferido e sou tão tolo quanto o meu apego
Porque sou amor e sou medo
Não estou pronto para secar mais
E só espero que nunca esteja
Só espero que nunca seja
Eu quero só ficar só mas não me acostumo comigo
A minha presença me incomoda, eu minto

Pra si mesmo todos mentem para mentir pra outro alguém
Pra manter-se seguro
Um ato falho desaba o que uma mentira mantém
Eu não te amo
É cômodo não dizer isso
Como não dizer isso?
Eu te amo
É cômodo não dizer isso
Como não dizer isso?



Tão quão é
12/01/2012, 2:01
Filed under: Geral, Letras

você é tão doce que faz ser doce pensar no quão doce você é
tão doce que faz ser doce pensar
no quão doce você é tão doce que faz ser doce
pensar no quão doce você é…

você é tão quente que faz ser quente pensar no quão quente você é
tão quente que faz ser quente pensar
no quão quente você é tão quente que faz ser quente
pensar no quão quente você é…

você é tão paz que faz ser paz pensar no quão paz você é
tão paz que faz ser paz pensar
no quão paz você é tão paz que faz ser paz
pensar no quão paz você é…

você é tão amor que faz ser amor pensar no quão amor você é
tão amor que faz ser amor pensar
no quão amor você é tão amor que faz ser amor
pensar no quão amor você é…



O bem recente
26/04/2010, 19:52
Filed under: Letras

Pensando alto
Num fato hodierno
Cantando baixo
Pra não se afastar
Rindo da graça
Sorriso bobo
O tempo todo
Pra não dispersar
Meu estado cismático
Axiomático, se fez estático
Com um só olhar
Perdi as contas dos devaneios
Decorei os anseios pra devanear
Descorei os meus medos
Num aconchego vislumbrei
Sobre um beijo fiz poesia
Fez ventania fez rendição
Uma jornada de peito aberto
Não sei o certo, mas sei a decisão
Bonito é sorrir e não ter por que
Ser feliz é acordar disposto a sorrir
Assim a vi mais linda do que fui capaz de criar
Eu rindo de mim
Todo meu texto ensaiado foi pra trás deixado
Por pensar demais
Tanta idéia solta se apazigua na sua boca
Veja o bem que faz



Ainda por fazer
10/03/2010, 12:44
Filed under: Geral, Letras

Dessa vez por tanto
ter caminhado apenas fingirei
não me lembrar
dos passados caminhos
Contudo digo-te,
minha possível possibilidade
Os caminhos são os mesmos
É a nossa caminhada que muda
A velocidade dos passos
A gravidade dos tombos
e a sutileza dos retornos.

Por mais uma vez por tantos
outros caminhos cruzados
Levar-te-ei com cautela
destoando sorrisos de tua boca
Com a graça de aprender
tuas regras, belas e discretas
Deixe essa manha que é medo de lado
Deixe esse barco já quase alagado
Deixe esse orgulho
Deixe-se num mergulho
comigo.



Da porta pra dentro
04/02/2010, 3:12
Filed under: Letras

Sentiu dormiu
Deixou porta, cama, TV
As contas do final do mês
E sua volta deixou um talvez
Dúvida, dívida
Acordou e o velho monstro ainda estava ali
O rojão esperava lá, tão longe
Com o sol insaciável de manhã
Pra matar seu nome
É preciso muito mais que dor
É preciso ser mais que infame
O seu trunfo é ser sonhador
E o que o assusta é sonhar tão grande

Se atrasou pra mais um dia que não lhe convém
Para um bom café da manhã não tem tempo
Pra se sentir vivo outra vez
Através da janela sente o vento lhe convencer
Mesmo que machuque é melhor deixar bater
A sua escolha foge do tom
Das nuvens cinzas que a chuva traz
E a tempestade é por dentro e não vil
É o que acanha esse bom rapaz
Largou livro, papéis, jornais
Trouxe só o que não se pode separar
Deixar si mesmo
Deixou porta, cama, TV
Sentiu dormiu



Eles
11/10/2009, 0:41
Filed under: Letras

Desagrado os meus olhos quando a enxergo melhor
pois outro olhar invade e ocupa os meus olhos
Ela se acha feliz mas não se sente
apóia sua vontade em desejos de tanta gente
Contrários e alheios mas de quem a ama
Contra seus secretos anseios
Repele do peito uma vontade, um drama
Querem seu bem
Um bem não bem acompanhado
Mas sua vontade retém

Contradiz continuamente dizeres de 12 horas de idade
e assim no final de cada dia retoma a sua real necessidade
Ele se acha um vencedor por arrancá-la
dos braços de um sincero lutador
A vitória cessa e seca
se não houver contínua luta
Ele se esquece dos detalhes
e paga por não ter consciência alguma
São desejos contrários e alheios
mas de quem a ama
Secretos anseios

Ela,uma tola
Ele,o seu caso perdido



Mujer
26/09/2009, 22:21
Filed under: Letras

cigarro

Sutileza para entender tamanho imbróglio
Me afogo na parte que de mim cede
E se é de tempo que preciso nada procede
E prossegue enquanto regrido
Na falta do beijo me agrido
E faço zunido nos ouvidos
De quem em mim percorre
Quase me mata quando me encolhe
Sem saber enfeita com fel o que anseio degustar
Transforma em labuta assistir a um simples sorriso
Da boca em que, sem aviso, quero repousar
Um só cigarro é pouco por vez
Com um doce perfume talvez
Como um engodo certamente é
Essa mulher, esta mujer